Números
NÃO
DIVULGO meu blogue. Nas pesquisas, transversalmente, naturalmente,
devem aparecer ocorrências que o incluam, mas não tantas vezes a
ponto de torná-lo frequente em estatísticas no estrangeiro, sempre
crescentes. Não há um único momento não monitorado por leitor
americano – ou brasileiro lá radicado. Impressionam os números,
se o contador não está equivocado, das visitas estrangeiras. Trato
de futebol, política e literatura. Minhas preocupações sociais
ganham visibilidade, aqui, para uns poucos amigos que leem com maior
ou menor intensidade o que escrevo. Tenho a pretensão de escrever
alguns livros, ter uma coluna mínima para falar de literatura em
jornal popular, conseguir – nesses anos turbulentos – comprar
minha casa e me manter vivo, ativo e razoavelmente saudável até os
setenta e cinco anos. A minha surpresa, com os números, é o
privilégio de ser lido – sabe-se lá por quem – tão avidamente.
Já desbloqueei os comentários, mas o resultado foi inútil. Não
tenho pista sobre quem são meus leitores – inúmeros. A única
pista é a localização geográfica – América. Podem ser
brasileiros? Sim, podem. Podem também não ser brasileiros? É mais
provável. Portanto, misteriosos leitores, se não quiserem
interlocução, tudo bem. Escrevo e leio em inglês, apesar de ter
dicção péssima. Isto quer dizer, para uma conversa, pessoalmente,
seria como estar com um gago, mas para correspondência servirá bem.
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