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Por um Estado (ma) terno

‘A disposição dos integrantes das manifestações é a de marcar a História indelevelmente. É a tentativa de correção de um desvio do exercício da vontade do povo, fazendo-o religar-se as instituições que criou para saneá-las, entendendo que se elas existem, deveriam cumprir o papel de protegê-lo (...).’ Mariel Reis ( marielreis@ig.com.br ) O convencimento do povo de que promoverá as reformas necessárias às instituições do país das quais - por motivos variados - afastou-se, parece uma idéia messiânica e assombrosa. E, no entanto, nunca esteve tão próxima. As capitais de todas as cidades brasileiras aderiram aos protestos; as universidades e consulados apóiam os manifestantes; a eloqüência de cem mil pessoas nas ruas; a rendição dos políticos aos fatos de que a sociedade civil reivindica modificações de infra-estrutura social; as palavras como educação, transporte e saúde nunca estiveram tão bem utilizadas em seus contextos. E mais, empregadas pelos atores socia...

Outra Verdade

“É bonito ver uma coisa como essa acontecendo[referindo-se as manifestações], o sistema em cheque, sem saber a quem comprar.” JD Lucas, escritor, autor de José, ed. Móbile.

Pingo nos is

‘ Se as manifestações, da maneira como são realizadas, exigem políticos mais atentos às demandas sociais cobradas através dos piquetes e protestos, elas também reforçam o caráter governamental, porque representam o ápice das ambições políticas dos guerrilheiros que estão no poder. Os muitos vietnãs com os quais sonhavam na juventude, quando integravam a luta armada pela redemocratização do país, concretizam-se de modo simbólico. De certa maneira, esta não é uma das plataformas do PT, quando financia movimentos como o MST?’ Mariel Reis ( marielreis@ig.com.br ) A capitalização política do Movimento Passe Livre está iniciada através dos discursos realizados pela presidente Dilma e a incitação de diálogos com as lideranças dos Estados atingidos pelos protestos. Na cidade do Rio de Janeiro tanto o governador Sérgio Cabral quanto o prefeito Eduardo Paes afirmam estar abertos à negociação e convocam as lideranças para uma conversa. E põem em funcionamento uma estr...

UMA VERDADE

Uma verdade “O tiro saiu pela culatra. Esse investimento na imbecilização do povo está mostrando seus efeitos colaterais. O povo que virou classe média e ganhou crédito para comprar tablet, iPhone, agora grava as condições do transporte público, da saúde, das escolas, posta nas redes sociais. As manifestações dos últimos dias ressaltaram o poder revolucionário da internet. Não há mais um "grande irmão" transmitindo a verdade, não há mais a versão oficial do governo nem de "meios de comunicação de massa". Cada manifestante pode gravar, postar e discutir sua visão pessoal dos acontecimentos. Esse é o lindo efeito colateral da supremacia do consumo.” Santiago Nazarian, escritor, autor de Olívio. Fonte : blog do autor

Cinco Perguntas para José Louzeiro

José Louzeiro é um escritor ágil, atento ao cotidiano violento das capitais brasileiras e um intérprete sagaz das informações daí extraídas. Autor de inúmeros livros, alguns de seus sucessos transformaram-se em filmes de grande bilheteria, podemos destacar dentre eles, Lúcio Flávio – Passageiro da Agonia, com a direção Hector Babenco.  Sempre de bom humor, ele me recebe para uma pequena entrevista. E nela fala da felicidade de estar em uma nova casa editorial – Prumo – comandada por Luciana Paixão que tem ao seu lado uma lenda do mercado editorial brasileiro Jiro Takahashi, responsável pela publicação de inúmeros autores brasileiros na década de setenta, na editora Ática, através do selo Autores Brasileiros.   O escritor  mostrou, ao responder as perguntas,  desembaraço, presença de espírito e ironia. Prometi que voltaria à sua residência para retomarmos nossa conversa, interrompida pelo chamado ao trabalho, a que tive que atender muito a contragosto. F...

As passeatas e os excessos

‘Em quem, Sr. Deputado, se inspiram esses jovens senão na atuação de jovens guerrilheiros como Dilmas, Dirceus e Genoínos? Sirkis, Mincs e Gabeiras? E Brizolas? Eu me lembro da fotografia de Leonel Brizola armado. E quem esquece?’ Mariel Reis (marielreis@ig.com.br) Em entrevistas, acerca do perídio da Ditadura Militar (1964 – 1988), muitos integrantes da esquerda brasileira, engajados na luta armada, classificaram seus atos como necessários à manutenção da democracia. A justificativa de que se tratava de uma guerra e havia um inimigo a se derrotar, isto é, os generais não permitiam a intromissão de uma discussão ética de todos os atos cometidos. Tanto pela esquerda com suas expropriações e seqüestros quanto pela direita com assassinatos e torturas.  A criminalização dos excessos está em voga no que se convencionou chamar de Comissão da Verdade, instaurada pelo governo Dilma, para a apuração da verdade sobre os crimes cometidos nos porões do militarismo brasileiro. Não há ...

Passeatas em São Paulo, Rio de Janeiro, Modelo de Transporte Público, Passe Livre e outros bichos.

'Fernando Haddad perguntou quem pagaria os custos elevados com a implantação do passe livre nos ônibus na cidade que administra e a resposta não poderia ser tão simples: ele poderia consultar se seus padrinhos políticos – Luiz Inácio Lula da Silva e Paulo Maluf. Ambos envolvidos em escândalos financeiros. O primeiro sofre de autismo político, alega até hoje que nada sabe do mensalão; e o outro, com dinheiro engordando em um paraíso fiscal, diz não reconhecer quem abriu a conta por lá e a quem pertence a fortuna ali depositada. ’ Mariel Reis (marielreis@ig.com.br) O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, manifestou-se contra a implantação do passe livre nas linhas de ônibus da capital paulista, alegando o elevado custo, aos cofres públicos, de R$ 6 bilhões de reais, caso resolvessem implementá-lo. Ele perguntou quem arcaria com a despesa tão alta?  Luiza Erundina, durante sua passagem pelo gabinete da prefeitura paulista, havia encampado a idéia, mas o projeto não passou...