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Rosten ou Nestor ou Índice Duplo

Certa vez, afirmei aqui no blogue, que tinha três leitores assíduos. A minha conta estava enganada. Porque constato que outro se soma a lista e não esconde o vício em literatura decadente como a que pratico constantemente neste meu diário de navegação virtual. Rotsen Alves sobe à embarcação. É escritor competente, mas preguiçoso. Roteirista talentoso e crítico inveterado das minhas ousadias teatrais. Auto-denomina-se Bárbara Heliodora de calças compridas. E não poupou meu Auto do Bom Ladrão de pancadas, contudo acariciou a peça curta Estamos Os Dois A Sós, parabenizando a execução daquilo que me custou muito escrever. Trabalho amenizado pela presença de minha mulher, Aurea, que me orientou nas veredas sertões do texto dramático. Meu amigo, seja bem-vindo a este grupo seleto, mas com longo calvário a cumprir.

Odair José, John Lennon e Salinger Ou Extranhas Ligações

Para Rotsen, que me forneceu o título esotérico Quando tive contato pela primeira vez com o nome de John Lennon não foi através do elepê dos Beatles ou nas páginas dos jornais ou nas estampas de camiseta, porque não saberia distingui-lo da Janis Joplin ou de outro cabeludo da minha rua. O modo improvável como ouvi sobre o autor de Imagine teve uma via curiosa, porque a língua de bife não fazia escola no bairro da minha infância. A não ser em uma ou outra família que tinha a esperança de tornar o filho piloto de avião ou a filha em aeromoça. Foi a minha vizinha com sua vitrola, onde os discos de Odair José tocavam sem parar, que me revelaram a canção Eu queria ser John Lennon. Aquilo me intrigou. Como um cantor brega, autor de Pare de Tomar a Pílula, mais popular em minha cabeça do que qualquer outra música do repertório dos Beatles, queria ser esse moço? Pedi a meu pai que comprasse em uma banca de revista uma pequena biografia sobre o individuo. Descobri sua música e trajetória e perc...

Lona Cultural Jovelina Pérola Negra tem Licitação Marcada, Mas Até Agora Nada Tem Sido Feito

O prefeito Eduardo Paes prometeu “nova- iorquizar” o bairro da Pavuna, Zona Norte, com a chegada da Lona Cultural 2.0, eco-projeto desenvolvido pelo arquiteto e subsecretário de Cultura Washington Fajardo, que a diferenciará do modelo das outras lonas presentes no Estado, modernizando-a, fugindo da típica estrutura física circense. A Lona Cultural da Pavuna, a ser instalada na Praça Ênio, batizada de Jovelina Pérola Negra, contará com o projeto inovador de um telhado verde e um observatório com telescópios como o Planetário da Gávea. Contará com três mil metros quadrados de área construída e terá um cinema a céu aberto para a população. Jandira Feghali,secretária de cultura da prefeitura na ocasião, ressaltou que a construção de um prédio desses geraria a auto-estima na comunidade, mudaria a estética e traria um novo conceito de cultura acessível para a região. Tudo isso pode ser encontrado na edição do Jornal do Brasil, no dia oito de março de dois mil e nove. O anúncio da licitação é...

Dois Posfácios, Dois Temperamentos

A Sordidez das Pequenas Coisas ou A Iluminação Pelas Pequenas Conjecturas (Para Alessandro Garcia) É sabido, pelo menos por mim, que durante a leitura de um livro digno de ficção, a sensação de cansaço empreendida na travessia permanece nos músculos, excita a imaginação e congestiona o cérebro, porque tivemos contato com algo superior e, sobretudo, descrito de modo convincente por alguém que deseja um pacto completo com a ilusão que cria. Isto sem dúvida deve ser o que ambiciona todo ficcionista, estreante ou não. Mas poucos conseguem manter o leitor preso à sua teia, mesmo quando o volume fechado sobre a mesa assombra a consciência com a qual manteve, naquele espaço de tempo, cumplicidade e terror, para revelar os caminhos da iluminação sutil do que está ao redor. Alessandro Garcia, ilusionista gaudério, forçou-me a adotar a postura do deus Janus. Voltando meu olhar tanto para o meu interior quanto para o volume sobre a mesa. Não lhe falta à habilidade do narrador, tampouco a inventiv...

Oswaldo Montenegro, um enigma(?)

Oswaldo Montenegro é um enigma na música popular brasileira. As novas cantoras não regravam ou pedem músicas ao menestrel; as consagradas não mencionam seu nome, não tem no repertório sequer um sucesso do artista, em suas entrevistas não reclama da fama de chato, inclusive já fez canção com a gozação, encara numa boa as censuras recebidas, a de brega parece nem mesmo amolá-lo. Tem sorte no amor, isto parece recompensá-lo. No currículo do conquistador, consta o nome de Paloma Duarte, jovem atriz. Outro dia, escutando novamente as canções de Oswaldo Montenegro me deparei com a Lista, que depois de Epitáfio, defendida pelos Titãs, disputam o título da canção mais brega que já ouvi. Não posso acusá-lo de mau gosto, mas a música, extremamente sentimental não possui a contenção necessária que a levaria a elegância de canções como Naquela Mesa, cantada de maneira exímia por Nelson Gonçalves. Outra canção, que me soa um disparate como letra, é Lua e Flor, só comparável com Açaí, de autoria de ...

Seleção Brasileira

A escolha para técnico da seleção brasileira, após a demissão de Dunga, depois do fracasso na campanha da Copa na África do Sul, tem rendido inúmeras discussões de especialistas. A CBF, na figura de Ricardo Teixeira, presidente desse órgão, havia escolhido Muricy Ramalho, técnico do Fluminense, com um currículo de vitórias e merecedor da indicação. O clube carioca preferiu não liberá-lo, porque as más línguas acreditam em um desentendimento incontornável entre Ricardo Teixeira ou Ricardo I, apelido angariado pelos seus mandos e desmandos a frente de Comissão Brasileira de Futebol e Roberto Horcades, presidente do Fluminense e ex - cardiologista do poderoso chefão da CBF. A discórdia repousaria sobre o Clube dos 13...Se é verdade, nunca se saberá. Com Muricy Ramalho fora, decidiu-se por Mano Menezes, técnico do Corinthians. Este aceitou a colocação sem pestanejar, mas não possui o currículo de Muricy Ramalho. Mas não se constrangeu em ser a segunda opção de Ricardo Teixeira. A seleção b...

Cléo Pires Na PLayboy

A revista Playboy pretende ter em suas páginas a atriz Cléo Pires, de 27 anos, filha da atriz Glória Pires e do cantor Fábio Júnior. Se não é uma unanimidade entre os leitores a sua presença, porque não representa o gosto do público, o diretor da revista no Brasil, Edson Aran, sente-se satisfeito e recompensado por ela ter aceitado o convite. O cachê parece ter sido o responsável pela decisão da atriz. Em depoimento disse ter sido sempre assediada pela revista masculina, mas nunca conseguiram um acordo. Com o nome do fotógrafo decidido, Jacques Dequeker, gaúcho, percebe-se que a escolha por um profissional competente, atuante no mercado de moda, pode resultar em fotos artísticas e com um acabamento elegante. Mas depreende-se que o fotógrafo se utilizará de todos os meios para esconder o principal defeito, para os leitores desta publicação masculina, Cléo Pires não é uma gostosa, no estrito sentido da palavra. A primeira fotografia divulgada pelo site IG mostra bom-gosto na realização d...