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Sobre o Conto Metamorfose

"Mariel, obrigado pelo conto. Um primor de originalidade e de humor! Kafka aplaudiria! Grande abr. do Moacyr Scliar"

Metamorfose

Quando Rick Martin despertou na sua cama [RESOLVEU VERIFICAR EM SEU ESPELHINHO CERTA RUGA QUE LHE INCOMODAVA, AVENTOU A POSSIBILIDADE DE UMA CIRURGIA PLÁSTICA PARA REJUVENESCIMENTO. MAS OLHOU PARA O LADO, VIU ALEJANDRO. MORENO, MUSCULOSO, DANÇARINO ANGARIADO EM SUA PASSAGEM PELAS ÁGUAS CARIBENHAS. DORMIA COMO UM BEBÊ. NADA PARECIA PERTURBÁ-LO. ALEJANDRO SOFRIA DE ESTRABISMO, ISTO AFETAVA A BELEZA DO DANÇARINO, CONSTRANGIA RICK, POR NÃO SABER NUNCA EM QUE SEUS OLHOS ESTARIAM FIXADOS. ENFIM COLOCOU SEUS CHINELÕES DE PELE DE ALGUM ANIMAL EM EXTINÇÃO. SENTIU-SE CONFORTÁVEL. LEMBROU TODO O EVENTO DA NOITE ANTERIOR, QUANDO JANTAVA EM UM NOVO RESTAURANTE DA CIDADE. OLHAVA IMPACIENTE O RELÓGIO, NÃO VENDO A HORA DE VOLTAR E BEIJAR SEUS PIMPOLHOS. MAS NÃO PASSARIA A NOITE A VER NAVIOS. RICK FOI AO QUARTO DOS FILHOS. A BABÁ JÁ ESTAVA CUIDANDO DELES. QUE BALSAMO PARA O CORAÇÃO ! VER SUA IMAGEM E SEMELHANÇA REPRODUZIDA À SUA FRENTE, BRINCANDO NO BANHO COM PATINHOS DE BORRACHA, ESPARGINDO ÁGUA POR T...

Estação Pavuna – Estação Samba.

O gênio é um homem discreto, caminhando pelas ruas do bairro. Leva nas mãos o cavaco. Ele olha as paisagens investigadas em suas canções. Desenrola uma idéia sadia com a rapaziada. Dá atenção aos tipos que ninguém pararia para ouvir. Acena para mulheres que ninguém ousaria cumprimentar. Sempre com um sorriso afável, convidativo, acolhedor. Marcamos o encontro na Estação da Pavuna, na Praça Copérnico. “A meu jeito eu também construo meu sistema solar” sentencia Carlos Alberto dos Santos, sem saber direito que está filosofando. Atira ao redor uma melodia conhecida com seu instrumento, emendando com a voz: “Agora/Lutar por você com palavras/ Pode ser uma luta muito vã/ Entretanto são muitas as manhãs/ E eu pouco para te amar” Sabe que no amor as palavras têm pouca força para traduzi-lo em seu turbilhão e percebe que quem ama sempre se esgota na manhã seguinte para se reinventar no amor e na maneira que ele renasce para o outro. Carlinhos – como ele prefere ser chamado – é um faz – tudo, “...

Arqueologia Urbana

http://novaarqueologiaurbana.blogspot.com/ O endereço acima é de um novo blogue de minha autoria para abrigar uma idéia antiga que é resgatar perfis de personagens curiosos dos bairros em que vivi e retratá-los com contornos literários, aproximando-nos de sua possível poesia. Talvez ele seja abrigado na página do Afrorreggae. Convido a todos que atravessam esta avenida virtual, dobrar a próxima esquina, seguir dez metros em frente e parar diante da tabuleta que indica: "Arqueologia Urbana". E se estiver com ânimo e disposição entrar.

*Apresentação Para o Livro Exercício de Garça

A multiplicidade de vozes da poesia contemporânea tem gerado os mais diferentes resultados. E os poetas, atingindo uma perfeição artesanal de causar inveja a qualquer parnasiano. E nesse caldo pós - moderno, temos uma variável que nem sempre é levada em consideração no julgamento da poesia hoje: é de que ela está desaparecida da maioria dos poemas lidos por mim ultimamente.O que não quer constituir um juízo de valor, mas, afeta diretamente aquilo que chamo de empatia com o que se está lendo. Todos conhecem de cor e salteado a cartilha, sabem fazer sonetos, glorificam João Cabral de Mello Neto, participam de fóruns, contudo a essência do que escrevem não participa do humano que constitui e colabora para nosso aperfeiçoamento. Não comove. Quando me chamaram para a apresentação do livro de Cláudio Alves, exultei por conhecê-lo pessoalmente, e depois pela qualidade do manuscrito lido por mim. E me prontifiquei em entregar o mais rápido possível minha impressão. E foi a melhor. Porque le...

Beto Hippie III - Apontamentos

Em conversa telefônica (26/03) com Amaury ele me confirma a existência do caderno com as letras de Beto Hippie, porém esclarece que o devolveu ao cantor. Desconhece que exista uma cópia. Revelo que Renato Andrade crê possuir em seus arquivos documentação semelhante, constando às dezoito canções, isto o alegra e quer marcar uma conversa para estendermos nossas considerações a respeito do projeto biográfico. Também por contato telefônico, Renato Andrade me afirma que o número de canções é maior do que se imagina, mas sem registros, a comprovação é quase impossível. O caderno deixado no bar do Alberico, com Amaury, parecia possuir um número maior de anotações, com canções inéditas, mas sem a determinação de seu paradeiro, é outra incógnita. Percebe-se pelo que relatam que haveriam pelo menos dois cadernos. O primeiro, com uma gama mais ampla de canções, considerações e anotações, como um diário; o segundo, este que chegou até nós, possui apenas as dezoito canções.

Beto Quest

Prezado amigo e agora respondente: O conto sobre Beto Hippie transcendeu o literário e trouxe polêmica para o mundo real. Tentando elaborar um perfil que se aproxime do biográfico, me lanço nesta aventura interativa: montar através das impressões de quem viveu a presença e a obra do mestre a personalidade artística e biosocial desta quase lenda urbana pavunense. Conto com sua colaboração nesta jornada, a de você que conheceu este cara e também a de você que conhece e curte o legado que ele nos deixou – tanto o suposto quanto o assinado. Vamos às regras: responda com bastante verdade, a mais pura verdade. Salve! Depois abra o seu e-mail, anexe o seu questionário preenchido e envie para marielreis@ig.com.br . Trabalharei sobre os dados coletados analisando – os inicialmente no blog, para fomentar a discussão. Nada impede que no futuro esta pesquisa vire um ensaio literário. Caso você não queira ser identificado explicite esta informação no corpo do e-mail e no questionário. Muito obriga...