“O facebook é uma máquina de espionagem fantástica”, declarou Julian Assange, da Wikileaks, acusado por divulgar documentos americanos sigilosos. A afirmação causou embaraço entre os usuários da rede social no Brasil, logo superado pela ironia com que o assunto foi tratado pelos beneficiários, virando piada sobre os possíveis interesses das agências de inteligência ocupadas em monitorar as discussões dos participantes, levando-se em conta a relevância do que ali é abordado. Por parecer dispare, pretensiosa ou fantasiosa a sentença de Assange acerca da rede social, esta reflexão nos conduz a outro pensamento, produzido pelo filósofo francês Michel Foucault, derivado do livro de sua autoria Vigiar e Punir, sobre a rastreabilidade dos cidadãos que o Estado precisa promover para mantê-los sob vigilância, controlar seus atos e domesticá-los para que suas paixões não representem prejuízo à convivência em sociedade. Se encararmos dessa maneira, o que foi dito pelo fundador da W...