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Testes

Testes não são bem vistos. Eu não tenho nenhum amor por eles. E não provam nada. Quando menor, levado ao psicólogo, fui submetido a testes de qi. O motivo era minha hiperatividade e minha criatividade. O baixo rendimento escolar alavancou a decisão de meus pais. Por que, eles se perguntavam, ele se interessa tanto pela matéria A e a B fica às moscas? Por que ele não se interessa por nada do que começa? O psicólogo que me aplicou o teste, respondeu: “Porque se tornou fácil”. Meu pai não admitia a explicação. Se justamente havia se tornado fácil, porque eu me entregava ao fracasso? Por que era arrastado para ele como para um bueiro? Por que a vagabundagem – leia-se desenhar, compor, pintar e dançar – doutor? Eles levaram um longo papo. E eu na minha, rabiscando inúmeros papéis. O psicólogo me perguntou se eu me sentia diferente. Respondi às vezes. Como? Me sinto mais burro. Muito mais burro. O resultado do seu teste foi de 135. Ele me falou isso com a intenção de me fazer um elogio. Na e...

Dê Uma Olhada Bem de Perto...

"Um vendedor de sapato fetichista, um Papai Noel bandido, um presidiário bígamo, um funcionário correto que, depois de tanta porrada, decide trabalhar a favor de si mesmo. Clichês ambulantes suburbanos capazes, como qualquer um, de amar e perdoar e perder a razão. De tomar alguma decisão momentânea e acabar na editoria policial de um jornal popular. Curtos e secos e complexos - como a narrativa do escritor, calcada em frases diretas e ritmo ditado por imagens que, por sua vez, são ditadas por ações. Não há marasmo nessa vida cachorra; e se houver, cuidado, ele pode ser um bocado perigoso." Bruno Bandido, Escritor

Texto Contracapa Vida Cachorra

"Um texto forte, das ruas, que dói, sangra.Mariel Reis é desses escritores que surgem para tratar de mostrar que estamos sim escrevendo.Mesmo que a elite não tivesse contado com isso, mesmo que eles pensassem que não sabíamos nem ler.Estamos mostrando pra eles, para os intelectuais, para os letrados.Nós também escrevemos sim e não estamos mais pedindo pra entrar, estamos derrubando a porta.Mariel, faz seu corre e escreve sua trajetória." Alessandro Buzo, escritor"

Aquele Recado Lá da Cidade de Deus

"Vida cachorra somos todos nós em qualquer parte do mundo, em qualquer quarto da terra, em qualquer cama. O livro nos vai revelando nós mesmos. Cumprindo a função da Literatura que é a de aguçar a nossa imaginação e tornar fácil o se sentir no lugar do outro com todos os sentimentos nos dados pela História. Sua vida também é cachorra, já que fazemos parte disso tudo. " Paulo Lins

Um Recado Lá da Cidade de Deus Sobre o Livro Vida Cachorra

Acabei de ler seus contos. Fiquei muito feliz com eles. Vou tentar escrever agora. Vou te passar o e-mail do Ferréz e converse com ele sobre a publicação. Abraço Paulo Lins Autor do livro Cidade de Deus

Texto Contracapa livro Vida Cachorra

"Através desses contos, Mariel apresenta para a sociedade tudo aquilo que ela rejeita e que muitos escritores que estão na mídia graúda evitam escrever. Há aqui escórias, vagabundos, cúmplices de desgraças, putas e filhos delas. Todos com seus conflitos e complexos. São personagens difíceis de lidar. A gente sofre com eles, tanto pela desventura como pela construção. Precisa talento para tal empreita. E é isso o que o autor tem e tem de sobra. Boa leitura!" Sacolinha, escritor.

Gratidão

Vida Cachorra, meu novo livro, está revisado. David Dinamarco, meu muito obrigado. Está lido por leitores de toda ordem, qualitativamente essenciais naquilo que realizam, cada um deles em seu campo de atuação: Helena Ortiz, Alexandre Brandão, Luiz Horácio, Dora Locatelli, Rotsen Alves, Bruno Bandido, Nilto Maciel e Pedro Salgueiro. Muito obrigado a todos. O livro é fino. Cinquenta páginas. Outros tantos se aventuraram a escrever algo sobre ele e por questões de tempo - a vida anda corrida para todos - não conseguiram. Rodrigo Ciriaco, Allan da Rosa e Alessandro Buzo. Meu muito obrigado. Estamos firmes. Cada um em uma ponta. O círculo tem que se fechar. Para aqueles que dedicarão ao livro suas linhas, que na correria, mesmo entremeado pelos compromissos pessoais, se decidiram: vou tentar escrever alguma coisa. Sacolinha, Paulo Lins e Bruno Bandido. Estamos aí, meus parceiros. Para Marcelo Moraes Caetano, escritor de mancheia, revisor querido, também escalado para a tarefa, com presteza ...