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Onze Poemas de Mariel Reis

I Colméia: rito De amor proibido, Alvéolo de mel. II Diálogo só Entre o vão das pernas: Eco da boca. III Poema Árdua fuga Do inútil trabalho, Fruta estéril. IV Como uma santa Do alto de um nicho, Dê-me abrigo. V Estação:  pelos Campo crespo aceso, Fogo dos dedos. VI Ondina salte Meu corpo irregular, Espuma viril. VII Dois pés sobre mim Umedecida relva, No jardim, chuva. VIII Dedos nos lábios Sentido horário, Flora ardente. IX Fenda do corpo Recoberta de hera: Pouso do gozo. X Silhueta líquida: Corre na folha Dupla da calha. XI Alagadiço canto Dobradiça voz, Cedido pasmo.

Agenda

Inventar a agenda Em que o coração - Corola do dia -exceda.

Passagem

A tua passagem É a interdição -, Dos meus sentidos.

Fogo

Costuras do corpo Impressão na pele, Tatuagem a fogo.

Nudez

Solidão da árvore - Perda das folhas-, Uma via da nudez.

AMOR

Você superou  Os desenhos infantis Dos meus sonhos.

Alienígenas

Os relatos sobre alienígenas, repletos de fantasia, tributários de um antropomorfismo na descrição do aspecto dos seres extraterrestres, não permitem muita credibilidade. A transposição de nossas características à uma caravana sideral compromete a experiência descrita e o desequilíbrio dos narradores – com graves complexos de personalidade - reforça a descrença. No entanto, em contradição com a gama de relatos sobre a malta intergaláctica – seres pervertidos e saqueadores de material genético –, há a presença de implantes encontrados em muitos dos que se dizem abduzidos. A presença do implante – uma prova material – pode significar, além das fantasias em torno do assunto, o contato real com outras civilizações, agora interplanetárias.  Não me referirei aos complexos militares dos países, cada qual com uma história de avistamento para ser narrada, com pequenas variações entre elas, sugerindo a interceptação, a captura e o cativeiro das criaturas do Cosmo. Preferirei me referir aos ...