sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Lego1



A reação do leitor, repleta de indignação, é aceitável. Não sabemos de que parte da classe média ele faz parte, se pertence mesmo à classe média ou é apenas alguém que moralmente é atingido por assuntos como este espinhoso devido a alguma moralidade de descendência religiosa ou um escrúpulo qualquer ferido em sua ética pela postagem Nova Ordem.

Ele escreve: Apelido: Lego1 - 20/2/2009 - 11h14minA classe média quer a liberação das drogas? Esta pergunta está com a respondida tanto pelo senso comum, observado em conversas de botequim, quando se fala que o tubarão não sente nem o cheiro fétido das celas onde estão encerrados os peixes miúdos que são oferecidos ao Baal das prisões. Neste artigo – A Nova Ordem – aponto o caso de playboy que arrendou duas bocas de fumo em um morro do Rio de Janeiro.

Quem disse isso? Esta pergunta é outra fácil de responder. As raves e outras os cruzeiros da morte deixam claro o grupo preferencial que podem bancar o luxo de festinhas regadas a material ilícito em alto- mar. As redes de televisão – devida as mortes decorrentes – já fizeram reportagens sensacionalistas sobre o modo de vida desta juventude – neste sentido erram, porque generalizam – mas desta parte de uma juventude com poder aquisitivo para freqüentar eventos desta natureza.

E fala-se somente da maconha e não das outras drogas! Aqui este meu leitor diferencia a maconha de outras drogas. Parece ter uma visão diferenciada sobre os efeitos deste tipo de entorpecente. Como se a maconha não tivesse sobre determinadas naturezas uma reação poderosa e equívoca como qualquer outro tipo de estupefaciente. O álcool, outro grande vilão desta indústria, que sem vigilância do Ministério da Saúde faz um grande número de vítimas silenciosamente.

Quero ver esses permissivos como os vários colunistas deste jornal que aqui defendem abertamente as drogas quando forem vítimas de usuários sob efeitos de drogas. Como o ator Felipe Camargo que matou um filho e depois a mãe deste filho e NADA foi feito. Cadeia para usuários e traficantes! Aqui expõe sua opinião sobre os defensores da descriminalização das drogas, isto depois de chamar a maconha de inofensiva – fala-se somente da maconha – e pragueja que estes mesmos quando forem vítimas de potenciais usuários se arrependerão dos seus pecados e pedirão ao deus do neo-liberalismo que isto nunca tivesse acontecido. Para o esclarecimento deste leitor, a todo momento, sofremos sanções tanto pela política anti-drogas promovida pelo Estado em suas incursões nas áreas de risco, com suas mortes “acidentais” em operações para manterem cidadãos como você e eu seguros quanto pela ação indiscriminada de traficantes que pelo abuso da força, contribuem para o desmando – como um poder paralelo – neste mesmo Estado. Portanto, o artigo tenta ironizar a situação da classe média que glamourizou toda esta palhaçada e agora é refém dela. E não se contenta com seu papel coadjuvante – porque outro nome para classe média é o lucro – e resolveu fatiar o bolo. Antes tarde do que nunca.

Se a maconha será a primeira por ser droga para intelectuais – isto não me importa. É o primeiro passo. Isto resgatará os playboys e as patricinhas que passaram a achar caretas aos rapazinhos que fuzis, porque serão estes a extensão da empresa do papaizinho, determinando o fim do encantamento deste rambo subdesenvolvido e de cérebro atrofiado, ao fim de uma era paleolítica em termos de desenvolvimento social. Quando Fernando Henrique defende esta descriminalização, deve olhar para o país e ver nele uma Suíça ou Holanda, com um povo com grau de educação e discernimento altíssimos. Senão, por que proporia isto? Qual interesse? Estas respostas deveriam estar óbvias.

As políticas de limpeza social promovidas por classes dominantes que não admitem ter que dividir territórios com outras espécies não tão nobres é algo relativamente velho, portanto não teria sentido explicitar o que já se conhece. Conforme às épocas isto é mais sutil ou descarado. O leitor, como já havia dito, não sei a que parcela desta sociedade pertence, mas deveria ter focado em sua discussão o seguinte: por que não se realiza plebiscitos em relação à descriminalização das drogas? Isto foi feito em relação ao (des) armamento - mesmo que isto tenha sido falso – como muitos apregoam, vide-se o número de mortos por arma de fogo e acidentes domésticos lamentáveis, envolvendo crianças. Isto é que deveria ser apontado pelo nosso Senhor Leitor.

A responsabilidade civil em se discutir assuntos espinhosos, que encontram resistências desta natureza, argumentos com teores reacionários e outros revolucionários demais – entretanto todas estas teses partem da classe média para a classe média, sem nenhuma relação do povo nisto. Portanto, Lego1, não se preocupe, porque mais cedo ou mais tarde, com ou sem o nosso consentimento, isto se tornará uma realidade. Porque temos a ilusão de participamos deste processo com nossas opiniões, denúncias, relatos e testemunhos. Se acontece é em relação a uma parcela menor do que se supõe e menos influente do que se parece. Volte sempre.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A Nova Ordem

O avanço dos movimentos para legalização das drogas é a vanguarda mais bonita. Porque se quisermos saber os principais responsáveis pelo procedimento para a encampação destes ideais, não poderemos nos voltar para os intelectuais que fumam seu baseado e escrevem teses sociológicas sobre os bandidos românticos. Estes, não. Porque, como um deles me confidenciou: ”Façam a revolução, mas não tirem o meu leitinho”. Mas, emendou a isto um lamento: ”Não gosto mais desta rapaziada que está aí. Tudo pobre, preto, desclassificado. Antes havia certa subjetividade, não era somente um negócio sujo, saca? Agora estes caras são as bestas da objetividade, tão mercenários quanto qualquer Onassis. É melhor meu pai controlando isto do que esses zé manés”.


Então, este grupo, alvo das teses de sociologia e antropologia, os bandidos retratados em Cidade de Deus, desceram ao nível dos capitalistas mais sujos e o milagre se fez: a desilusão de que seria uma alternativa ao sistema. Não, mais nocivos, entendidos como perigosos para os carros importados e mansões, para a integridade física dos emergentes e sabido que se está que muitos dos consumidores potenciais estão entre a classe média – estes resolveram se mobilizar para a descriminalização das drogas. Os principais responsáveis são os traficantes. E com isto haverá a revolta da banda podre da polícia que complementa salário com as propinas recebidas das mãos de traficantes, todo o esquema federal que se lucrava o triplo sem a coisa toda estar legalizada se rebelará quando for batido o martelo e a decisão tomada, terá que se contentar com a micharia que renderá o comércio ilícito de doses maiores para eventuais gulosos milionários. E os traficantes? Terão que procurar outro ramo. Talvez se integrem ao esquema de segurança privada tão caro ao Rio de Janeiro que têm ruas particulares, condomínios particulares e logo será uma cidade também s/a. Talvez virem faxineiros desta merda arquitetada,conduzida e consolidada por eles, lamentará o policial corrupto que rirá quando passar pela orla de uma praia da zona sul e ver o antigo chefão de um quartel qualquer, limpando as merdas dos cachorrinhos das madames.


Quando percebo que um jovem da zona sul arrendou bocas de fumo, que Fernando Henrique Cardoso está em fóruns se posicionando a favor da liberação, pressinto que um fim está próximo para esta massa falida do tráfico no Rio de Janeiro. Os traficantes foram usados até que não tivessem mais nenhuma serventia para o sistema legal. Porque quando eram arrivistas, colocavam bombas em prédios, atacavam mansões para seqüestro, justificavam o caro sistema de segurança privada, todo o aparato para manter o cidadão tranqüilo nas ruas, a política de bang – bang de alguns secretários de justiça. Entretanto, estão morrendo jovens demais, incomoda o ricaço turista que compra casa no Vidigal ver tanto preto armado, tanto tiroteio diante da casa de praia com visão paradisíaca e nenhum deles é um Che Guevara ou um Tupac Amaru ou mesmo um simplório Chavez ou Chaves mesmo do seriado com que se possa divertir com as idéias amalucadas e produzir documentários interessantes, revelando o potencial humanitário da classe média.


Portanto, traficantes é por vocês que a classe média quer a liberação das drogas. Vocês não farão a coisa lucrar como deveriam. Desperdiçam com piranhas, com esconderijos luxuosos, viagens para paraísos tropicais que pertencem a turistas e a putaria oficializada. Não sabem o seu lugar, um sargento desta banda podre diria. Como não sabem se comportar, andarem esfarrapados, terem um discurso diferente dos pit-bulls com pós – graduação, mestrado e o cassete a quatro em Harvards ou Puc’s da vida, terão que perder o leitinho das crianças. A classe média está agradecida a vocês. Fizeram filmes, documentários e catalogaram os tipos como em um compêndio lombrosiano. Isto servirá para o futuro. Os museus irão expor os artefatos deste tipo de vida bandida. Os donos do poder estarão fumando seus charutos, dizendo “Como foi que entregamos a estes merdas tanto dinheiro? O outro janota responderá simplesmente – “Era um modo de divertido de assistir faroeste, ou não? E já estava triste ver os meninos morrendo por causa de uma bagana”/ “Você lembra como era o Vidigal e Rocinha?”/ “Lembro. Mas agora é bem melhor com a rede de hotéis, cassinos e restaurantes” /“Você sabe para onde a pobralhada se foi?”/”Não sei, não quero saber, tenho raiva de quem sabe”.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Franklin Jorge e John Fante

Franklin Jorge deu seu parecer sobre meu livro em seu site. Reproduzo abaixo as novidades e muito obrigado por suas palavras.


FICCIONISTA EM GRANDE ESTILO
14 de fevereiro de 2009

Por Franklin Jorge

As letras acabaram de ganhar na pessoa do carioca Mariel Reis um contista inovador, metaficcionial, e cheio de bossa. Decididamente agraciado de talento e de uma maneira muito própria de exprimir-se e contar histórias que fogem à linearidade dos relatos convencionais.

“John Fante trabalha no Esquimó” [Editora Calibán, Rio, 2008], apesar do titulo infeliz ou descuidado, proporciona aos leitores mais exigentes a descoberta de um autor que tem algo a dizer e sabe como dizê-lo, se concessões às fórmulas feitas da indústria cultural em sua marcha para a generalização da mediocridade. Minha restrição, aqui, fica por conta da ojeriza que tenha John Fante, autor que considero medíocre e que nos anos setenta ou oitenta fez a cabeça de muitos jovens intelectuais no Brasil…

Blogueiro, 33 anos, Mariel Reis engana à primeira vista, conforme a observação de seu apresentador Gustavo Bernardo, que nele viu, aparentemente, um “neo-realista”, mas somente pela temática e pelas personagens marginalizadas que a sua arte literária recolhe das ruas de um Rio de Janeiro, como sabemos, assolado pelas mais terríveis mazelas sociais.
Porém, a forma como trabalha seus temas e dá vida aos viventes dos seus contos, geralmente curtíssimos, é que cria o diferencial, o estilo, a maneira de apresentar-nos essa fatia de vida que o torna impactante e inesquecível. Se fosse possível compará-lo a um outro autor, o nome que me ocorreria seria o de Rubem Fonseca, mas um Rubem Fonseca que se beneficia do conhecimento posterior.

Não resisto à tentação de fazer minhas as palavras de Gustavo Bernardo sobre o autor de “John Fante…”:
“[...] Mariel Reis joga com a realidade e com a própria ficção, produzindo um trabalho metaficcional que obriga o leitor a suspender seus juízos tanto sobre a vida quanto sobre a literatura. Os contos algumas vezes sugerem pontos de partida autobiográficos misturando crônica com depoimento, mas de repente dão uma reviravolta e se transformam em fábulas terríveis [...]”.

Recomendo aos leitores e à Editora Calibán que invista em autores desse quilate. Pois são autores com esse talento que farão a literatura, realmente, contemporânea.
Valeu, Mariel Reis.
Franklin Jorge (1952) nasceu na cidade de Ceará Mirim, no Rio Grande do Norte. Escritor eclético e enigmático, jornalista de renome, é autor de "Impróprio para menores de 18 anos" - Limiar, 1976, em parceria com a escritora Leila Míccolis; "Poemas Apócrifos" (in_Fantasmas Cotidianos - Navegos, 1994); "Abaixo do Equador" e "Ficções Fricções Africções" - Mares do Sul, 1999, ganhador do Prêmio Luís da Câmara Cascudo, de onde extraímos o texto acima, pág. 53.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Carreira do livro John Fante Trabalha no Esquimó

John Fante Trabalha no Esquimó não teve nenhuma resenha nos jornais de grande circulação deste país. Trilha um caminho silencioso, de apreciadores discretos, que após suas leituras enviam suas impressões e ajudam o livro a sedimentar-se tanto dentro de si mesmos como no interior do autor. A situação de não existir resenha é passageira - porque o livro foi enviado para as redações. Talvez uma, duas ou três em mídia impressa este pequeno livro possa arrebatar. No mundo virtual tive algumas: Maximo Heleno Lustosa da Costa e Daniel Osiecki. Impressões de leitura: Marcelo Moutinho - esta postagem causou muito boa impressão - Alessandro Garcia e Claudinei Vieira. Outra impressão de leitura e incentivo a continuidade deste meu trabalho como autor de ficção veio de Raimundo Carrero:
"E a literatura? Seu livro vai indo bem? Ele é muito forte, bem trabalhado, com qualidade. Espero que faça um bom caminho. Vá em frente. Você merece. Mesmo. Abs de Carrero "
Obrigado pela força, mestre. E pronta recuperação para você.Abraços,
Mariel Reis

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ainda Sobre John Fante Trabalha no Esquimó

Manobra Kansas City
with 3 comments
Estava lendo esse post noParalelos e não me contive. Sempre almoçava no Esquimó e nunca vi o John Fante atendendo no caixa, e eu gosto do John Fante. Achei o “passatempo” fantástico. Eu tinha um parecido, mas no lugar de autores eu tentava identificar que tipo de criatura mágica algumas pessoas “caricaturizavam” com seus narizes grandes, pequenos, alongados … Resumindo ficava andando pelas ruas procurando gente-felina, goblins, leprechaus …Em casa a noite eu anotava todos os “perdidos” que eu havia “localizado” ao longo do dia.
Pra manter os arquivos online:Curso de Francês
Amém.
Written by Antonio Hermida

http://7razoes.wordpress.com/page/28/

Muito obrigado, Antonio.Um forte abraço

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

The New Yorker e Outras Ousadias

Alvo : The New Yorker.
Objetivo: Enviar 03 (três) trabalhos, mesmo ignorando a orientação da revista que pede que seja enviado para a seção de ficção apenas 01(um).
O que esperar: A recusa formal da revista, com o laudo extenso do editor, pontuando o texto e o que precisa para ser melhorado.
O que não esperar: Uma resposta positiva. Caso esta aconteça, pedir para um tradutor profissional uma mãozinha, porque sou um amador neste tipo de coisa. Peço sempre ajuda aos dicionários e traduzo rua do Ouvidor da seguinte maneira street the Ombusdman – rsrsrs – literalmente.
Tempo de avaliação: Não informado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Só eles merecem....NÃO! A gente também quer - ou Sobre a Lona Cultural de Pavuna

Por que Pavuna precisa de uma Lona Cultural? Pelo mesmo motivo que o bairro de Botafogo tem o Canecão e a Lapa o espaço do Circo Voador. Pode não parecer uma resposta clara, isto para aqueles que não querem entender que as populações dos bairros adjacentes e Baixadas Fluminense necessitam deste instrumento de humanização. Isto mesmo, porque quando se dá a voz a alguma manifestação que não está presente nos locais onde se instalam essas iniciativas, revela-se algo de novo para aquela tribo.

Não ficarão somente ao redor do chocalho, do atabaque e do ganzá. Poderão saber o que é o som do oboé e combinar com esse novo som os antigos que conheciam tão bem e praticavam. Democratiza-se a cultura. Porque o conceito de cultura para Zona Sul é um; e outro para as demais regiões. Excetuando-se parcela da Zona Oeste onde está fincada a Barra da Tijuca. Este é o motivo pelo qual a Lona deve se instalar na Pavuna, em Éden e outros lugares com parcerias entre prefeituras. Porque se deve fugir do dirigismo cultural. Para quê Caetano Veloso somente para as massas que acorrem à Lapa e pagode do Moleque Atrevido para a população destes outros cantos? E se invertêssemos esse jogo de fundamentalistas culturais, puristas que acatam uma mentalidade tacanha que se expressa da seguinte forma: “Eles simplesmente não irão entender. Então, mande o Caetano para o Circo Voador”. A hipótese é para compreendermos o raciocínio utilizado para empurrar-nos uma sub-cultura, mesmo sabendo que o Circo Voador não faz parte do circuito de Lonas.

E por que motivo – outro – elas devem ser bandeiras de cultura do local onde estão instaladas? Porque não se pode mais exportar para Zona Sul talentos nascidos nos rincões da Baixada Fluminense e Zona Norte e estes serem aculturados, englobados a tal ponto que esquecessem suas origens, ou fazem uma política mezzo a mezzo para não serem tratados de traíras. E o motivo principal: gerar trabalho e reconhecimento destes artistas locais que são tão ou mais talentosos que aqueles endossados pela mídia, promoverem a integração cultural da região através de festivais que somem as tendências, defenestrar de vez essa apartheid cultural que só fortalece aos senhores de engenho, aos burgueses, aos manutencionadores da miséria, que quer o povo do gueto – expressão dos manos – dividido e explorado.


A Lona Cultural de Pavuna deve ser um quilombo de resistência cultural desses novos escravos que o capitalismo gerou, mas não integrou, cooptando suas melhores cabeças através de promessas de emprego públicos de baixo clero. Tornando a repressão um mecanismo de pobres contra pobres, pretos contra pretos. E os demais sendo manipulados pela indiferença, pela apatia, pela nulidade que o Estado impõe a ele, incutindo de que o individuo é incapaz de mudar a sua situação social, pregando este estacionismo geral e irrestrito, levando a repetição dos status colonial; somos todos capitães do mato caçando irmãos da mesma cor.

O que pode reverter isso? Uma parte dessa tragédia pode ser sanada através de ações como a criação de pólos culturais. Mesmo com o desinteresse da população local, com a preguiça do poder público, da descrença dos artistas, da desistência civil em relação aos seus direitos, somente ações terroristas culturais podem surtir o efeito desejado em um prazo ainda bastante longo. A Lona Cultural de Pavuna é uma realidade que precisa ser posta em prática logo para que as mentes ainda sãs que lá existem não sejam contaminadas por essas ideologias conservadoras que não pretendem alçar culturalmente o restante da população do Estado, porque desejam que a massa de manobra continue existindo, que não se precisa de empregadas domesticas, motoristas e policiais que pensem. Só repitam a mecanização de ação elaborada pelo alto escalão – perdoem-me as rimas pobres. Quem sou eu? Ninguém, se sozinho lutando por essas idéias. Mas unido com pessoas de boa – fé, com disciplina e união, não é difícil se atingir um ideal destes.